Redação FGV - Provas Discursivas de Concursos Públicos - TRT e TJ

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E-book com 22 redações extraídas exclusivamente de concursos públicos anteriores da FGV.

Inclui 15 redações da FGV com sugestão de resposta.

Atualizado em Junho de 2017

AUTOR
RODRIGO DUARTE
Especialista em Provas Discursivas e Redação de Concursos Públicos e Vestibulares. Advogado da União (AGU). Ex-Oficial de Justiça e Avaliador Federal no TRF da 2ª Região. Ex-Técnico Administrativo do Ministério Público da União (MPU). Ex-Técnico de Atividade Judiciária no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Aprovado e nomeado no concurso de Analista Processual do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPE/RJ).

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EXEMPLO:

TJBA - 2014 - FGV - O Brasil é um País único em recursos naturais. Há mais de um século não enfrenta guerras externas, é autossuficiente em petróleo, possui reservas de água capazes de protegê-lo e garantir seu abastecimento por mais de um milênio, além de ser riquíssimo em minérios. O brasileiro é considerado um dos povos mais inteligentes e criativos do mundo, sendo o nosso País formado em sua vasta maioria por jovens com grande potencial. A pergunta que fica então é a seguinte: o que nos impede de estar entre os países do chamado Primeiro Mundo? Responda à pergunta acima, expondo suas opiniões em um texto de no mínimo 20 e no máximo 30 linhas, em língua culta, dando especial atenção à estrutura do texto e aos argumentos apresentados na defesa de sua posição.

SUGESTÃO DE RESPOSTA:

            É inegável que o Brasil ostenta uma situação bem confortável em relação aos recursos naturais e possui um território muito vasto, o que lhe garante, por exemplo, uma agroindústria pujante. Porém, em que pese tais fatores, ainda permanece no terceiro mundo, especialmente por conta de seus indicadores sociais muito ruins.
            Para que um país possa ser considerado de primeiro mundo, além de índices industriais potentes, é preciso que o desenvolvimento reverta em benefícios para o povo, tais como uma educação adequada e níveis de desigualdade social aceitáveis. O Brasil, embora possua uma economia potente, superando vários países do primeiro mundo, possui um abismo social imenso.
            Tal característica, herança de modelos econômicos que ignoravam o dinamismo social, vem diminuindo, mas não no ritmo almejado e tampouco modificou profundamente a estrutura social brasileira.
            Um fator curioso é que a disparidade social vicejante gerou uma série de “soluções” empreendidas pelas pessoas a fim de minorar a dura condição de vida reinante. Afinal, a necessidade faz aflorar o lado mais criativo das pessoas. Assim, a economia informal é uma consequência dessa desigualdade renitente e que garante uma dignidade mínima para um significativo contingente de brasileiros.
            Não há uma resposta pronta para a pergunta de que envolve o tema de ainda não sermos de primeiro mundo. Existe uma multiplicidade de fatores, muitos interligados entre si, que precisam ser analisados e compreendidos mais pormenorizadamente. Talvez nunca cheguemos a ser considerado um país de primeiro mundo, mas eternamente em desenvolvimento, haja vista a vastidão territorial e a imensidão dos problemas que enfrentamos. Não se pode tratar a questão social dos ribeirinhos do Amazonas da mesma maneira que as favelas cariocas.
            É possível verificar que o ingresso no primeiro mundo depende de índices sociais e econômicos que revelem uma confluência de forças, pois de nada adianta um desenvolvimento que não reverta em benefício para o próprio povo. Enquanto isso não for realidade no país, dificilmente ostentaremos a qualificadora “país de primeiro mundo”.
 
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